terça-feira, 8 de agosto de 2017

EU E OS GATOS

Algum tempo atrás escrevi,neste mesmo Blog,minhas críticas a quem cria gatos e cachorros, com adoração e que os trata,às vezes,melhor que trata as crianças. Contei ali minhas desventuras com alguns gatos. Critiquei quem exagera,criando cães e gatos como se fossem pessoas,como se estes fossem crianças,seus filhos. Foram tantas as polêmicas que fui até ameaçado,xingado,etc. Retirei o texto,para ficar de bem com meus seguidores. Mesmo assim sou contra pessoas que "vestem" gatos e cachorros. 
Estes dias,uma senhora desceu do carro,no centro da cidade,abriu a porta de trás do carro e retirou um carrinho de bebê. Assim que ela saiu empurrando o carrinho em minha direção pude ver que dentro do carrinho não tinha uma criança ,mas sim um cãozinho peludo,vestido e com uma "chupetinha" pendurada ao pescoço. 
-É o caso da Psiquiatria explicar,ou não?
Agora,mais "light", relato meus "problemas" com os gatos,pois nunca tivemos cachorros. 
Cachorro aqui em casa ? 
De forma nenhuma. Se for para latir, eu estou por aqui mesmo...
Tudo começou com a minha cara-metade que foi criada entre os bichanos. A mãe dela tinha uns quinze.Era gato para todo lado.Uma verdadeira "gataiada" na casa dela. 
Quando eu namorava com ela, tinha de dividir a atenção dela com os gatos. 
-Talvez por isso essa minha "raiva" dos gatos.
Mas, eu não sabia que ela ia trazer esse costume para nossa casa. Trouxe. No começo tudo é muito bom, divino e maravilhoso. Contudo,com as crianças nascendo,crescendo,vieram os problemas.
E os meus filhos desde pequenos, também adoram gatos. Gato,onça,leão,tudo que parece felino. Mas, hoje em dia, só vêem pela TV. 
-Palpável mesmo,só os gatos. 
-Afinal,eles estão por todos os cantos. 
Aqui em casa sempre teve um,dois,até uns seis,uma vez. 
-Aí me rebelei de vez. Dei gato para todo mundo. 
-Porém,ficava sempre um. Teve gato com nome de ator (James Bond),teve gata com o nome de Suzie; teve o Alfredo;o Geraldo,entre outros. Teve a Jaboulane, em 2010. O Barack, em 2011.   O último  privilegiado foi  o Yulo. Este só faltava falar....
Entretanto, os meus filhos e a mulher falavam com ele....
E o pior é que ele entendia tudo. E era um verdadeiro "pensionista". Sumia o dia todo,mas aparecia sempre nas horas de almoço e jantar. Já chegava da rua miando,pedindo comida.  
Às vezes ele ia para a "gandaia" dos gatos e sumia por uns três a quatro dias. Mas sempre voltava e cada vez com mais  fome
Aliás,alguém já viu o tanto que estes bichos comem. Nunca estão satisfeitos...
-Estão sempre com fome. E como comem muito, fazem muita "bosta" pelo quintal.  
-Aí está o problema! Apesar de alguns serem"educados",irem nos locais onde tem areia,terra e ainda "cobrir" o cocô que fazem, os pequeninos sujam, em qualquer lugar. É nesse ponto que me irrito. Teve época que tive de retirar dois pequenos gatos que resolveram  cagar no banheiro. Detrás da porta. Assim não há quem aguente! Teve um chamado Paco, que pedia para abrir a porta para ele sair,mesmo de noite,se ele estivesse"com vontade" de fazer cocô. Este era "endeusado" pela turma daqui de casa.
-Choraram muito quando ele sumiu.
O "Paco", deixou muitos herdeiros.Creio que até esta gata última que apareceu era filha dele. Este "Paco" abria até a porta sozinho (não chegava a abrir a fechadura,puxava a porta com a pata).Batia na porta também,pedindo para entrar. Tudo é bonito,se não é de noite e a gente está na cama,querendo dormir.. 
Tinha um "branquinho" ,cujo nome não me lembro, que de tão manso,os meninos que passavam em frente nossa casa,na hora que vinham da escola,pegavam nele. Depois,alguém pegou ele na porta de casa. LEvaram ele.
 -Roubaram o bichano mesmo. Este era "dorminhoco" demais. Ou melhor ,acho que todos são.
Esse negócio de adoração por gato é de família.
Meu tio Cícero, quando  mais velho, morava sozinho. E ele tinha um gato chamado "Francisco". Este era tão privilegiado que tinha um sofá só para ele ronronar.E uma geladeira destas pequenas (tipo frigobar) só para guardar leite para ele.Meu tio mandou pôr a foto dele num quadro.Depois que meu tio morreu,ficou esta foto  lá em casa, com minha mãe. Depois,ela se foi antes do combinado, e a foto ficou em nossa casa.
Meu tio não tomava leite,mas comprava para o gato. Certa vez,fui visitá-lo. Eu tinha uns dez anos de idade. Ao pegar o leite para tomar,levei uma "bronca" deste meu tio. Ele disse que o leite era do "Francisco",o gato.
E este Francisco,obviamente,era o gato mimado dele...
-Não me esqueço disso.
 O meu irmão Jorge,já falecido,saía para o trabalho e deixava o dinheiro para minha mãe comprar o leite para o gato que tinha na casa original da nossa família. Cobrava esta ação da minha mãe.Eu achava estranho,mas não reclamava. 
-O dinheiro era dele,e o gato também.
Já vi muitos problemas sérios com gatos.Um cliente meu, de nome Luciano,uns cinco anos atrás,brigou com a vizinha por causa de um gato que fazia uma "festa" danada no telhado. Deu polêmica séria. Virou caso de polícia. Eu mesmo fui com ele para fazer a "representação" contra a dona do gato. No final ,sem ambiente,e ameaçado, ele se mudou do local,pois a casa era alugada. E a vizinha não tirou o tal gatão de sua casa. 
Hoje,pelo que sei, é uma "piradona",sozinha e que não tem filhos,mas cria muitos gatos...
-Isto bem no centro da cidade.História verdadeira.
Uma conhecida minha tinha um gato siamês(acho que era essa a raça) meio azulado e preto.O bichano brilhava de tão azulado,com pelos bem tratados. Era tratado a "pão-de-ló". Era o xodó da filha Milena. O nome do Gato ? "Michael Jackson". Dizem que o gato até dançava ao som da música "Thriller" e "via" televisão,se aparecesse o famoso M.J.  Quando o Cantor pop morreu, a menina ficou doente. A mãe a levou no médico  e depois ao Psicólogo. E este disse que era trauma dela e o gato era a "referência", dessa sua melancolia. Ela, a menina,tinha pesadelos,sonhava que o gato morria de " overdose". O médico recomendou a mãe doar o gato para outra pessoa. Foi feito.
Passou-se o tempo e a Milena arrumou outro. Quando ela tinha 12 anos o seu novo gato chamava-se " Bono Vox" !...
Claro ! ela era fã do U2, o conjunto musical ou banda de Rock de irlandeses. 
-Pode uma coisa dessas ?
-Pode isso,Arnaldo ?
Atualmente não mais sei onde ela mora.
Já minha sobrinha, a Sandra,teve um gato que se chamava "Charlie Sheen" , mesmo nome do ator americano. Depois ela começou a enjoar de gatos,quando começou a namorar,acho.
Estes dias atrás (2014) a visitei, na casa grande dela. Lá não tinha gatos,mas sim um cachorro feio peludo. Este, ela disse, que era do marido. Ninguém o faria tirar o cachorro de lá.

Hoje ela prefere mimar as duas meninas gêmeas, filhas dela, bem pequenas. 
-São gêmeas, com poucos meses de idade.
Nunca fui privilegiado na disputa com gatos.Sempre perdi a batalha  Aqui em casa,cada um que tiro,é três dias de cara "amarrada" de todos. E eu não mato os bichanos,apenas dou para os outros.Ou os levo para bem longe...
 Já levei gatos até para uma distância de 10 Km de casa. Pois os que eu levava para  outro local,  mais perto de casa ,eles voltavam. Teve um "feioso" ,daqui de casa, o "Talbock" ,que eu o chamava de gato bumerangue.Eu o levava,ele voltava.Levei ele longe uma vez. Até que um belo dia a Débora, (minha filha), chegou com ele no colo.Tinha encontrado ele perto do ponto-de-ônibus.  Até que certo dia fiz uma "viagem" com ele.
-Levei-o bem longe.Aí ele não voltou mais.
-Esse gato era "triste",de tão lerdo,manso ,porém muito nojento. Sumia uns dias e voltava todo sujo,fedendo. Era um "gato-de-rua",que apenas se "hospedava" em nossa casa. Gato turista !
"Gato", às vezes, é um adjetivo bom para os jovens. Já me chamaram de "gato" uma vez. Mas creio que a moça era míope.   Aqui em Goiânia tem um escritor (Gabriel Nascente) cujo primeiro livro se chamava "Os Gatos".
Tenho alguns livros dele, mas confesso que este nunca li. 
-Nem sei se ele fala de gatos mesmo.
Em 2010, na época da Copa do Mundo do Futebol,estávamos apenas com o Yulo ,o "xarmosinho" da turma. De repente,do nada,surgiu uma gata mansa,amarronzada,e foi ficando. Minha filha Débora,que adora gatos,viu que ela estava "prenha", ou seja "esperando" gatinhos.Pôs o nome dela de JABOULANE (que era o nome da bola usada nos jogos da Copa do Mundo de Futebol, da África do Sul.). 
-Se fosse um ser humano diríamos que estava grávida. 
E foi esse o motivo pelo qual me convenceram para eu deixar a gata ficar em casa. A bichana",gordona",vivia esparramada no tapete da sala. Depois,na maior "cara-de-pau", na hora "h", deu à luz,se podemos dizer assim, aos seus 4 gatinhos dentro do guarda-roupa do meu filho ,no quarto dele. Não sujou muito,mas é um desrespeito uma coisa destas. 
Ela olhava para a gente como se estivesse" falando" com os olhos. Foi ficando , ficando, depois de ter "ganhado"  os seus quatro gatinhos em setembro de 2010. Todos machos. Nos primeiros quinze dias era só dormir,comer e mamar. Depois,começaram a sujar tudo . 
-Era " bosta"mole para todo lado. Aí eu me desesperei .E comecei a despachar todos,começando a "despachar " a Jaboulane. 
Ela, a Jaboulane, também se foi,para bem longe. Com minha ajuda,claro !
-Além disso tinha um agravante : ela era ladra. Isto mesmo, era uma gata ladrona. Sobia na mesa,roubava comida.Uma vez roubou uns pães-de-queijo "quentinhos" que a D.Eunice trouxe ,à tarde. E a gata distribuiu os "pãezinhos" para os pequenos bichanos. E eles ficaram desesperados ronronando e comendo.  E eu também  fiquei desesperado com aquela cena, vendo-os tão famintos,depois de tomarem leite,mamar e ainda por cima terem comido ração o dia todo. É uma tristeza. A vida desses bichos é comer,miar,dormir e "cagar". Não necessariamente nesta ordem. 
-Como cagam!
Mas, dos quatros filhos da Jaboulane ,um dos gatinhos que despachei, voltou. O bichano era duro na queda. Deram o nome a ele de Barack (seria em homenagem ao Obama?)
Para terminar,sobre essa minha "ojeriza" pelos gatos,acho que em outra encarnação fui cachorro. Olho para eles com desconfiança. Não confio nos gatos. Nem eles gostam muito de mim. 
Nos últimos anos eles evoluíram muito. 
Os gatos de hoje em dia estão pensando,observando e agindo quase como seres humanos.Assistem TV. Sem falar que quando vêem os aquários,ficam lá até "pescar" um dos peixinhos. 
-Coitados dos peixinhos.
Já vi gatos vingativos. Se tiram ele do lugar,eles atacam a pessoa. Há também os donos e donas deles que exageram. Minha mulher conversava com o  tal do Yulo como se ele fosse um bebê. É duro aguentar o diálogo. Ela chegava,e o Gato Yulo já sabia que era ela,só pelo barulho de seu andar,e ao abrir o portão à tarde. Há ainda aquelas cenas deles em "pedir" comida, no "pé" do fogão. Esfregando o rabo na perna da pessoa.

-Como perturbam .... 
-E quando estão no "cio",quem suporta a "miação" ?
E antes que me esqueça , tinha um comercial na TV,uns 20 anos atrás,que um estudante estava tomando um refrigerante e estudando Então, na janela, aparecia um gato que miava sem parar, lhe perturbando.De repente,o rapaz se levantava, pegava uma garrafa de coca-cola vazia  e dava uma "garrafada" na cabeça do gato. Pensam que o gato morre ou cai da janela? 
-Não!  Ele simplesmente abre o bocão e MIAAAAAAAAAAAU ! 
- Ficava miando alto por uns dois minutos,sem parar.Acho que esse "comercial" ganhou algum prêmio. Vi este vídeo  outras vezes. 
-Não sei porque gostava daquele vídeo,com aquela cena do cara dando uma garrafada no gato miador.
Acho que não era um gato de verdade,mas sim um desenho,ou uma montagem. Mesmo sem gostar de gatos,eu gostava do comercial da TV.
Ah,ia me esquecendo...O Jorge,meu primo gostava de "jogar" os gatos para cima,só para testar se eles realmente caem de pé. Isto ocorria lá  em casa,quando eu ainda era menino. Ele era mau com os gatos. E, às vezes, ele  "torcia"  os gatos ,como se espremesse  roupas.
-Fazia isto com os bichanos,por brincadeira. Meu pai não gostava. Depois, "apareceram" lá em casa uns cachorros perdigueiros,que meu pai trouxe para "morar" conosco e os gatos sumiram...
Enquanto não resolver totalmente meus problemas com os gatos,vou ficando por aqui.
Atualmente,por morar em apartamento,não temos mais gatos. O último que apareceu aqui queria pular pela janela.E como moramos no 12º andar e não temos paraquedas, foi melhor despachar ele para a rua. 

-A Débora é que queria que ele ficasse. Foi ela que chegou da rua com ele nos braços.
Enquanto morávamos em casa,até uns dois anos atrás, o último gato de casa foi o Yulo mesmo. Este sumiu de repente, e todos ficaram me acusando de ter dado um "chá de sumiço" nele. 
Minha filha Ana,que na época estava estagiando no Ministério Público Federal chegou a me dizer que iria me processar,ou denunciar no Ibama,por eu ter dado "Chá-de-Sumiço" no Yulo.
Pode uma coisa destas ?

Mas,garanto, não fui eu. Já escrevi a história dele. Depois posto ela de novo por aqui.
Com eu disse,moramos em prédio alto,e o  último gato que esteve por aqui ficou louquinho para pular da janela. Portanto,não dá certo. A não ser que eles fiquem sempre com pára-quedas presos ao corpo deles...
Com isso,minha filha Débora,que ainda adora gatos,chegou à conclusão de que não dá mesmo para ter gatos em casa. 
-Pelo menos,por enquanto...
Até breve. ..
-Ou na língua dos gatos :  
-MI-AU !
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A.L.G. - Atualização e Reedição - 08 de agosto de 2017.