segunda-feira, 22 de maio de 2017

DUDU,DILAU E CIA ! (Lembranças e Homenagens).

Hoje dia 22 de maio de 2017, eu soube por uma amiga e prima (Ana Cristina), que faleceu em Taguatinga,D.F, a Sra. Maria José Brito de Souza,exatamente a mãe dessa minha parente,que conheço desde criança.
E com esta notícia triste me veio à lembrança uma das melhores épocas de minha vida,nos finais dos anos 60 e início dos anos 70,quando eu estava ainda na idade entre a infância e adolescência. 
Foi uma época em que toda a nossa família original(meu pai,minha mãe e meus 5 irmãos),morávamos na Praça Carlos de Freitas,na Cidade Jardim,em Goiânia,GO.
Neste local que moramos a partir de 1965,meu pai construira duas casas nos fundos de dois lotes grandes, que eram ligados um ao outro,sem muros. E o espaço era bem grande mesmo, que dava até para a gente brincar muito. Jogávamos até umas peladinhas de futebol no terreiro,de tão grande que era.
Essa era a época que meu pai trabalhava na feira,vendendo roupas feitas,de produção dele mesmo,numa confecção simples,caseira,na qual era ajudado pelos meus irmãos mais velhos, a Nita e o Jorge, a Milia, e eu também. Isto inicialmente,pois em 1966 a Nita se casou e foi morar em Guarulhos,São Paulo. 
Nestas feiras,meu pai sempre me levava,para eu ajudá-lo. E foi na feira de Vila Nova (bairro conhecido e famoso de Goiânia),que num belo domingo de sol que ele viu o Dilau. Este nome "Dilau" era o apelido do meu primo em 2º grau o Ladislau José Brito de Souza,exatamente o pai dessa minha prima Ana Cristina, e um dos filhos do "Seo Dudu". Na feira, o meu pai o reconheceu antes mesmo que o Dilau o visse. 
Dilau era o marido de D. Maria José. Ele faleceu antes dela.Salvo engano em 2012.
Ness dia da feira de Vila Nova,meu pai se chegou de mansinho por trás do Dilau e começou a cantar no ouvido dele um refrão que ambos conheciam desde criança. Este refrão cantado dizia assim:
- "Seo Dudu quebrou o cu,na ladeira de Caruaru". 
Acho que era por causa de uma queda que o pai do Dilau(Dudu) dera,em Caruaru,bem perto de onde todos nacemos.
Nem bem terminou este refrão,o Dilau se virou para ele e meio sorrindo e  ao mesmo tempo com lágrimas nos olhos gritou :
-"Nequinho,que estás fazendo aqui ? "
"Nequinho" era o apelido  pelo qual os amigos de infância conheciam meu pai,que se chamava Manoel.
O Dilau,que naquele tempo morava em Brasília,D.F era primo primeiro de meu pai e eles eram conhecidos desde infância,pois eram oriundos da mesma região de Pernambuco,onde nasceram.
Naquele domingo eles se reencontraram e eu vi tudo,pois eu ia sempre com o meu pai para a feira de Vila Nova. 
Eu estava para completar 13 anos de idade.
E meu pai que tinha uma camionete Ford-F 100, (aquelas antigas ainda feitas nos EUA),convidou-o para vir até nossa casa, mas o Dilau disse que estava de carro e com a família dele,que na época era ele,a Maria José e suas duas filhas,da época, a Ana Cristina e a Dayse .Acho que depois disso tiveram outro filho. Esta Maria José é a que eu citei na segunda linha dessa minha narrativa. 
E assim,orientados por meu pai,eles foram parar na nossa casa,onde almoçaram conosco.A meninas,filhas deles logo se "enturmaram" comigo,que era o mais novo da família naquela ocasião. E queriam brincar comigo toda hora.Para elas eu era uma criançona... Embora eu estivesse para completar 13 anos e elas tinha entre 6 e 4 anos de idade,respectivamente.
Dilau nos disse que quando saíra de Pernambuco,no começo dos anos 60 tinha ido para o Rio de Janeiro onde estudou e se tornara enfermeiro. Foi lá que ele conheceu a Maria José, que era professora,um pouco mais novo do que ele. E ele, com 30 e poucos anos de idade,tinha passado num concurso público federal e se tornara enfermeiro do STF. Por isso ganhava razoavelmente bem. Com a mudança de todos os òrgãos federais de comando,e da Justiça para Brasília,D.F, ele também se mudaram para lá.
A sua esposa,Maria José,mãe dessa minha prima que me avisou da morte dela,era uma carioca morena. Já o Dilau,que era descendente de Portugueses, tal qual meu pai,era branco,e de olhos azuis-esverdeados.
Durante uns 4 ou cinco anos seguidos, num domingo sim,noutro não,e eles iam parar lá em casa. Vinham de Brasília passear aqui em Goiânia e passavam o sábado e o domingo lá em casa. Traziam carne seca,doces, muitas frutas,melancias,etc. Outras vezes, em feriados,vinham também. Eu gostava muito destas visitas deles...
Me lembro bem que entre os anos de 1965 a 1968 eles fizeram estas visitas para nossa família. Depois, tendo em vista nossa mudança para Pernambuco,perdemos o contato com eles.
Dessas vindas deles em nossa casa, nessa época, me marcaram quatro coisas, das quais nunca me esqueci:
1- A Ana Cristina,loirinha dos olhos esverdeados, era muito apegada a mim. Ela era uma graça. E é bonitona até hoje,quando já passou dos 50 anos de idade.
2- Os carros importados que o Dilau possuía e nos quais vinha nos visitar, ou era um Austin,ou um Plymouth,ou um Oldsmobile. Ele dizia que comprava estes carros baratos,quandos os Embaixadores de outros países trocavam de carro e os vendia mais baratos.
3- A festa de aniversário que eles fizeram para mim,na minha casa,quando fiz 14 anos de idade.Me lembro bem da iniciativa de D. Maria José na feitura do bolo. Foi a única festa de aniversário que tive em minha vida. E eu quase não comemoro meu aniversário,pois nasci Dia de Finados. 
-E este não é um dia para festas mesmo.
4- A vez que ele levou eu e minha irmã Mília e as filhas dele a passear por Goiânia no seu carro conversível Oldsmobile.
Nos "separamos" nessa época, no ano de 1968. Passei 41 anos sem saber deles. Ou melhor sabia que moravam em Brasília,D.F,mas não em que lugar específico,endereço etc. Um outro parente de meu e primo deles também,nos dissera em 1984 que eles moravam em Taguatinga.D.F.  E foi só.
No ano de 2009,quando eu já tinha Internet e computador em casa,vi no site ou rede social ORKUT, a foto da Ana Cristina. E como eu gravara bem sua fisionomia quando ela era criança,logo soube que era ela. E mandei uma mensagem para ela,perguntando se ela era aquela garotinha que nos visitava em Goiânia. Ela lembrou de tudo. E nos falamos por telefone,também.Desse tempo em diante mantivemos contato. Hoje sei o endereço dela,e a adicionei ao rol de amigas no Facebook. Atualmente mantemos contato também por telefone, como Whatsapp. Em 2016 mandei dois de meus livros para ela e para a mãe dela,esta que faleceu hoje.
Já em 2010 e 2011 pude falar com ela e com o Pai dela por telefone Prometi visitiá-los,mas não fui.
E infelizmente soube hoje, através de um Grupo familiar no WhatsApp,do qual participo, e por intermédio da Ana Cristina, que a D. Maria José Brito de Souza, que essa senhora que era casada com meu primo Dilau, e mãe dessa minha amiga, falecera hoje,em Taguatinga D.F, onde morava com esta filha.
-Está no descanso eterno
-Que Deus tenha o seu espírito em um bom lugar,pois este permanece vivo.
E que todos filhos e netos de D. Maria José suportem essa perda de maneira sábia,pois todos nós vamos morrer um dia.
A.L.G.
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Edição em 22 de maio de 2017.

sábado, 20 de maio de 2017

JORGE (Homenagem).


Neste dia 20 maio faz aniversário  de nascimento. E no dia 24 de abril  fez aniversário,(se pode ser dito assim),do acidente de trânsito que vitimou o meu irmão mais velho,Jorge Luiz Gomes,que após três dias na UTI do Hospital Neurológico,veio a falecer dia 27 de abril .
Jorge era quase dez anos mais velho que eu e além de ser meu irmão biológico, era também um amigo,para todas as horas. Foi ele que,após a morte do meu Pai, ajudou-nos muito da forma material,pois embora já fôssemos todos adultos e já estivéssemos trabalhando, era ele o que "trazia" a ajuda financeira,enquanto nós outros estávamos procurando se "acertar" na vida.
 Foi ele quem "segurou" a barra da sustentação da casa,até eu me formar, e devo ,em parte, minha formatura à ajuda desinteressada dele. A ele e também à Rosa, e à "Milia", minhas irmãs,que sempre me ajudaram.
Jorge era um dos melhores vendedores ,no âmbito comercial,que conheci. Trabalhou desde jovem em lojas,primeiro com meu tio e meu pai,lá nos longínquos anos 60, na Bahia,onde ,juntamente com minha outra Irmã, a Nita, trabalharam com meu Tio Cícero,na Loja chamada"Lusitânia",em Vitória da Conquista,Estado da Bahia. 
Ele vendia tudo. Ninguém saía sem comprar !
Depois,já nos anos 70,em Goiânia,na feira com meu pai, ou com o Nairo,em Goiânia e Goianésia, e por fim,na mesma loja em que trabalhei,na "Cidade Jardim ",por onde passaram ,além de mim, a Rosa e a Milia. A Rosa continuou na Loja ainda durante muito tempo. Depois foi para outra  loja.
Porém ,tanto eu como a Milia, saímos,fomos para outros objetivos e Jorge ficou na Casa Silva,do "Seo" José Mago (José Alves da Silva), onde trabalhou entre 1974 e 1983...
O Acidente ocorreu num domingo, dia 24 de abril,perto do Detran,na Cidade Jardim,em Goiânia.
Ele Partiu "antes do combinado"...
Jorge gostava de futebol, e torcia para o Atlético Clube Goianiense, que foi recentemente Campeão da Série "B" e que agora está na série "A" do Brasileirão. Gostava muito  de conversar,de filmes e obviamente, de mulheres. Mas não se casou, nem teve filhos. . 
Um ano antes de falecer,"arrumou" uma namorada firme e estava com intenção de se casar,mas "não deu tempo"....
Na Cidade Jardim, nos 90 anos que foi o "timoneiro" da loja,indiretamente ajudou à família do "Seo" José "Mago" ,da Casa Silva,principalmente os filhos dele, a crescer e aprender com ele. Era um exímio vendedor e um brincalhão. Ninguém tinha raiva dele ou ficava descontente com suas brincadeiras. Sabia como ninguém vender para as mulheres,e ficou conhecido no setor todo.
Era difícil trabalhar na mesma Loja com ele,pois todos queriam comprar apenas dele. Eu mesmo passei por isto em várias situações,enquanto trabalhei lá, quando estava estudando. Enquanto ele "dobrava" os fregueses, se ficássemos ouvindo sua conversa, tínhamos que rir. E, muitas vezes , tínhamos de nos esconder,para rir e não constranger os fregueses.
Ele era realmente engraçado. São frases suas que nunca esqueço : "Aqui só aceitamos seres humanos !" . Ou "Este é um problema de muita gravidez e pouca gravidade",se referindo à freguesas que iam na loja e que  estavam grávidas. Aliás,quando uma mulher jovem dizia :
-"Jorge,estou grávida !" ,  ele logo retrucava :  
-"Quem é o pai da criança ?" 
As freguesas não apelavam,e riam destas brincadeiras.Enquanto elas riam,ele ia vendendo,vendendo..
Também gostava de dizer que "Ser pobre não é defeito,mas uma infelicidade grande".... E outra frase sua era " Para ser louco ou doido é preciso ter muito juízo !"
Me lembro também que quando uma pessoa era mais religiosa ele fazia brincadeiras com os conhecimentos bíblicos que tinha,pois lia muito aquelas Revistas das Testemunhas de Jeová,que ele "seguiu" por um tempo.Ele gostava de dizer: "Nem só de pão vive o homem..Mas com uma manteiguinha e um pouco de leite,o pão vai bem!"
E para alguns dos filhos do "Seo" José,que muitas vezes não iam trabalhar na loja,ele dizia: 
-"O problema deles é que  não têm tempo de trabalhar !"
Ele não quis evoluir no estudo do ensino formal,estes de 1º,2º grau,ou superior.Porém,tinha um conhecimento acima da média e lia muito. Era um autodidata em viver. Sabia filosofia e psicologia de tanto ler...Seu livro de cabeceira era " Ajuda-te pela Psiquiatria" de Frank S.Caprio, que eu também li e reli.
Jorge sabia cativar os fregueses,que,invariavelmente,se tornavam amigos dele e conhecidos nossos.Até hoje encontro pessoas nas ruas de Goiânia e que me viram trabalhar lá,na mesma loja que ele. Estas pessoas nem lembram meu nome,mas perguntam:
-" Você é irmão do Jorge ? "
E assim,por "tabela",também fiquei sendo um pouco conhecido...(Como irmão do Jorge!)
Mas, o destino não quis que Jorge envelhecesse. E ele se foi ...(Pelo menos  a sua vida terrena expirou ).
Foi no dia 24 de abril de 1983,num domingo,que Jorge ia em sua moto para o Estádio Serra Dourada. Ia ver um jogo entre Corinthians e Goiás, pelo campeonato brasileiro. Mas não chegou a ver o jogo. Aconteceu o acidente na Cidade Jardim,perto do Detran. Eu fiquei sabendo à tarde,por informação de pessoas da Cidade Jardim,que o socorreram,e que vieram até nossa casa avisar.Nesta tarde,  como eu também era "meio" jogador de várzea,estava com a Camisa do Flamengo onde,naquele dia, tinha participado de uma "pelada" em nosso Setor. Assim mesmo fui encontrá-lo, já inerte,no Hospital Neurológico de Goiânia,embora seu primeiro atendimento tinha sido no Hospital Santa Rosa,em Campinas,Goiânia.
 À noite ele já estava na U.T.I ,e dai não saiu mais,até o dia 27 de abril,quando veio a falecer. Traumatismo craniano foi a causa,mas ele não apresentava grandes "arranhões" ou graves hematomas.
Porém,tinha batido a cabeça. 
-A sua moto não estragou quase nada...
Tivemos de resolver tudo até o seu velório,em casa,a mesma onde morei até o ano de 2012. Muitas pessoas ajudaram e depois vieram dar o "adeus", "despedir-se" de Jorge.
Fui testemunha ocular de sua popularidade no Bairro onde ele trabalhava. Ao passarmos lá,com o carro da Funerária,milhares (isso mesmo) ,milhares de moradores,fregueses e amigos, fizeram uma passarela,em toda a Rua Gomes do Nascimento,onde funcionava a Casa Silva, e bateram palmas para o Jorge,na despedida final.Eu,que estava no carro da Funerária ao lado do motorista,no caminho para o cemitério,não pude me conter...tive de chorar.
O Motorista,acostumado a homenagens fúnebres, falou. "Nunca vi uma homenagem destas,a uma pessoa comum,de origem simples.." - Afinal Jorge nem era Político, nem rico,nem famoso....
- "Ele era muito querido!", disse o motorista ! E eu pensei ...Jorge era um puro de coração,por isso todos gostavam dele.
E sabia manter as amizades. Era um "conversador nato".Sempre tinha assunto para  os fregueses e amigos. E as mulheres eram suas freguesas cativas. Sabia como ninguém tratar as mulheres-freguesas.Com respeito,claro,mas sempre brincando!
Hoje ainda sou o "irmão do Jorge"... 
Isso mesmo, ele era o "importante" ali na loja. 
E eu sou ainda o irmão do Jorge, pois "os mortos não morrem".
Dizem os espiritualistas que ele atingiu um "estágio" muito superior aos outros viventes comuns,como eu. E que por isso,deve estar no local certo e conhecido, para tais pessoas.
- Quem pode duvidar disso ?
E assim, naquela ocasião,estávamos perdendo o convívio terrestre com ele. O velório foi triste,obviamente,mas pudemos confirmar quantos amigos o Jorge tinha feito em vida.Amigos e fregueses,que encheram nossa casa. Carros fecharam a rua,de tantos que foram nos visitar .
Gente que nem sabia onde morávamos, apareceram lá em casa !
Calado,suportei tudo aquilo até o enterro,à tardinha do dia seguinte. Aí sim, é triste ver a partida do corpo,sendo enterrado,com pessoas fazendo elogios,cânticos,rezas,choros,desabafos..(Teve até discurso de amigo bêbado,querendo pular na cova,como o "ZÉ", marido da Eva,que era irmã da Carmem,minha amiga).
Ele dizia: "Eu quero ir também Jorginho !" (Assim ele chamava meu irmão).
Eu já tinha aguentado toda aquela movimentação,durante três dias seguidos sem dormir .Correria a hospitais,cartórios,Instituto d Medicina Legal, etc. Até na hora do velório,pois fui eu quem providenciou tudo. Mas após chegar em casa, dia 27 , "caiu a ficha" e aí chorei mesmo,e cansado demais, dormi após os quatros dias de sofrimento, desde o fatídico acidente do dia 24 de abril,quando começou nossa "via sacra".
Tive muita dó de minha mãe, já  que ela  tinha "perdido" o meu pai oito anos antes e depois ver o seu filho querido ir embora,ainda jovem,sem ter tido uma vida fácil.
Jorge trabalhou muito...( logo ele ,que dizia "A gente só descansa quando morre !).
E hoje, passados tantos anos,relembro com saudade de Jorge,que,após a morte de meu pai,foi o irmão que mais conviveu comigo,na nossa casa,onde discutimos desde religião,futebol e política.E me ensinou muitas coisas sobre a vida,trabalho,paciência e sabedoria...
E aprendi a vender algumas coisas, também,pelo menos um pouquinho.
Jorge se foi,mas não o esquecemos.
Ele está agora,em um bom lugar, certamente.
-Que a terra seja sempre leve sobre seu corpo.
Que Deus tenha o seu espírito em um bom lugar !
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Reedição : A.L.G. 20 de maio de 2017



terça-feira, 16 de maio de 2017

VIDA E MORTE AO VIVO NA TV !

Todos os dias estamos vendo pela televisão cenas deprimentes,tristes mesmo,de assaltantes,(muitos deles menores de idade),que, no intento inicial de roubar,assaltar suas vítimas, acabam por matá-las, mesmo sem ter um motivo qualquer para isso, como se quisessem dizer:
 "Eu tenho o poder sobre sua vida !"
Em muitos casos,fazem o "estrago" e nem levam o "produto do roubo". Deixam a vítima agonizante para trás. Isto tem acontecido todos os dias,em várias cidades do Brasil.E a TV mostra,ao vivo e em cores.
Já não bastam as "matanças" diárias, existentes entre os os próprios traficantes e usuários pobres(os  seus "devedores" ) ? 
E os milhares de  crimes de trânsito, que são causados por motoristas bêbados,ou não,todos os dias ?... 
-Muitos motoristas causadores destes crimes,ficam impunes.
Mas, estes bandidos sanguinários,que enchem as grandes cidades, muitos deles assaltantes, acabam por se tornar assassinos frios, e fazem isso aleatoriamente,sem nenhum remorso. 
Depois, muitos ainda sorriem ao dar entrevista ! E dizem, "ela ou ele reagiu!"...
-Como se a vítima fosse culpada.
Entretanto, a maioria deles ficam tranquilos, mesmo depois de presos e diante das câmeras, como se nada de grave estivesse acontecendo.
E talvez ajam assim porque sabem da impunidade que existe no Brasil. Além disso, muitos deles querem ter os  " seus quinze minutos de fama". 
Triste fama...
 A própria TV que muito mostra ,critica e cobra das autoridades leis mais duras contra estes bandidos,são as que dão o "ibope" a eles, ao gravar suas entrevistas e ao ficar repetindo-as nestes programas apelativos, que visam "mexer" com a nossa sensibilidade. Tipo os programas: "Brasil Urgente" da Band,com o chato José Luis Datena,ou o "Cidade Alerta" da Record,com o também chato Marcelo Resende..
Antes era uma ou outra emissora de TV. Agora são todas,praticamente,que insistem em mostrar, a qualquer hora do dia ou da noite,estas cenas de assaltos com mortes. 
Dias atrás, a TV mostrou um um rapaz jovem sendo morto no meio da rua, aqui em Goiânia. É a morte ao vivo na TV ! São muitos os casos.
Aliás,aqui nos últimos dois anos ocorreram várias morte de mulheres jovens, e tais mortes foram atribuídas a um  "serial killer," que  depois foi encontrado e preso. Já foi condenado em mais de 15 julgamentos...
E a TV mostra ,às vezes milagres, em que, após acidentes, ou levarem tiros, pessoas escapam da morte. 

como exemplo de milagre em um acidente,vimos aquele de uma criança e sua avó que escaparam ilesas da morte, em Anápolis,GO, no começo em 2014. 
Ou em um outro caso de acidente,ocorrido em Goiânia,GO,em que morreram os pais, e uma criança que ainda estava no ventre materno,nasceu viva, como também mostraram na TV,praticamente na hora em que ocorreu este triste acidente.
E mostram assim, a vida e a morte,outras vezes. Muitos dos crimes são mostrados ao vivo, ou gravados e depois mostrados, a cores.
É a vida e a morte ao vivo na TV,para qualquer pessoa ver,inclusive crianças de poucos anos de vida,em qualquer hora.
Banalizaram a "morte" de tal forma, que nem chama mais atenção os filmes violentos da TV. Basta ver a programação normal e os jornais televisivos exibidos nos horários nobres.
Estes últimos anos,em todo o Brasil, foram muitas as mortes por crimes de assassinatos,com vítimas de assaltantes,mostradas pela TV. 
Até crianças foram vítimas dessa barbárie que assola nosso País. E os bandidos,mesmo depois de presos e condenados,são soltos pouco tempos depois. 
Isto sem falar na tal "Audiência de Custódia",na qual o criminoso sai livre assim que é apresentado ao Juiz,sem nem o inquérito ter terminado. 
Culpa também da fragilidade de nossas Leis, e da má aplicação delas por parte das Autoridades.
E a violência continua desenfreada,praticada pelos mesmos bandidos,muitos dos quais já têm "passagens" pela Polícia. 
Tudo isto sem contar a "quase" guerra entre os bandidos e a polícia, como ocorre no Rio e em São Paulo, em em outras cidades.
Aqui em Goiânia,como em outras cidades grandes, também já apareceu a "modalidade" de crime chamado de "arrastão", que antes ocorria nos restaurantes "chiques" que ficam em bairros nobres, e agora estão ocorrendo em ponto de ônibus e nas feiras,nas escolas,creches e até hospitais. 
-Não há mais segurança nas ruas.. 
Só que atualmente os bandidos fazem arrastões até em prédios residenciais,clínicas particulares e postos de saúde... 
Houve casos até em Igrejas.
E em alguns desses assaltos, os proprietário dos estabelecimentos assaltados nem dão "queixa" mais,pois não acreditam na Polícia Civil. Duvidam se esta vai investigar direito.
E em outros casos, se chamam a Polícia Militar, esta demora demais chegar... E, se reclamam, ainda são agredidos pela PM,como aconteceu aqui em Goiânia alguns meses atrás..
-Como fazer então ?
Apenas ficamos sabendo porque a TV deu destaque aos citados assaltos e certos casos, como os aqui descritos. 
Quer dizer, com tantos ladrões, assaltos e mortes, não se pode mais ir a supermercados,a bancos,a restaurantes e nem sair, seja de carro ou não, por aí. Todos os dias tem roubos,furtos,assaltos a mão armada...
Roubam celulares,carros,bicicletas,cachorros e até as alianças de casamento da pessoa.
-Tá sobrando ladrão em Goiânia !
Muitos destes assaltos são filmados por câmeras nas lojas,nas ruas,nos prédios, ou por celulares, que acabam por identificar os bandidos. 
Depois,"passa" na TV ! 
É a Violência e a Morte na hora em que elas acontecem,ou minutos depois...
-Virou rotina isto.
Em alguns casos,alguns pivetes invadem a casa e levam todos os móveis,como aconteceu esta semana. Isto depois de ameaçar todos os moradores.
-Então de que nos adianta trabalhar,pagar tantos impostos, se não podemos possuir os bens materiais ou andar nas ruas ?
Estes dias vi uma reportagem na TV(SBT) em que um bandido/assassino,já preso,réu confesso e com julgamento marcado,se mostrava tranquilo. E a sua advogada (despreparada, ao meu ver) teve o "disparate" de dizer na frente das câmeras que iria "pedir a absolvição sumária de seu cliente, alegando que ele era "inocente".
Este "infeliz" cliente dela, era exatamente o bandido citado, preso por mandado de prisão expedido pela Justiça. Tinha prisão preventiva decretada já há algum tempo.
-Pode uma coisa destas ?
Quer dizer, além de toda essa criminalidade exacerbada, ainda existem profissionais que defendem estes meliantes . E são muitos.
Para mim, estes advogados de porta-de-cadeia,embora sejam pessoas ditas do bem, trabalham contra a Justiça. 
Existem ainda os integrantes  dos tais "Direitos Humanos" a defender os bandidos.
Vale ressaltar que aqui em Goiânia-GO, residem os Relatores da Lei 12.403 de maio de 2011,mas que entrou em vigor em julho de 2011.São eles o  Sr. Demóstenes Torres (que era Senador  e foi Cassado) e o Deputado Federal João Campos (que salvo engano de minha parte já foi  Delegado de Polícia,no Estado de Goiás) . 
-E o pior é que ele quer se reeleger ! 
Esta Lei, "relatada" por estes Políticos Goianos e que foi aprovada por outros Deputados e Senadores do Brasil, , entrou em vigor no ano de 2011, em todo Brasil, e beneficia todos os criminosos que "pegam" penas de prisão, reclusão ou detenção, que não ultrapassem a mais de 04 anos. 
Assim, muitos destes réus ou indiciados em vários crimes, estão sendo beneficiados por essa lei. 
Sem contar que já existem as atenuantes que já constam do Código Penal de 1940, ainda em vigência em nosso Brasil,varonil.
Agora ,parece que só nos resta rezar...
-Ou orar!.
Pedir a Deus o "livramento" nosso e de nossos filhos e demais entes queridos, para que possamos continuar vivos. Sair vivo e voltar para casa, vivo.
Presos já estamos,pois moramos reclusos dentro de nossas casas...
Enquanto isto, os assaltantes fazem a "festa" nas ruas, nos bancos, nos supermercados, nas lojas, nos hospitais e até nos restaurantes.
Estes tais políticos, (alguns deles bandidos) que elegemos de 4 em quatro anos, sob a tutela Justiça Eleitoral, é que são os responsáveis,ou irresponsáveis? pelo"fazimento" das Leis,precisam ter juízo e fazer alguma coisa pela sociedade.  Por nós, que além de votarmos neles, ainda pagamos seus altos salários.
Vamos cobrar uma melhor atuação deles em favor da coletividade. E votar em pessoas melhores intencionadas da próxima vez.
Esses políticos precisam fazer alguma coisa pelo País. Fazer alguma coisa para a sociedade !
Aprovar leis mais duras para bandidos.
Eles trabalham pouco e ganham muito bem ...
Pensem nisso!
.............................
Reedição : 16 de maio de 2017
A.L.G.

Filme : "O Sabor de Uma Paixão"

domingo, 14 de maio de 2017

HOMENAGEM ÀS MÃES - Com : Walter José - "Mãe" (Para quem já não mais tem a sua mãe).

DIA DAS MÃES -HOMENAGEM À MINHA MÃE

Mãe, através de ti,tive a vida,
E pude ver e viver no mundo...
Agora, só restam meus olhos,
O passado e o presente estão neles desnudados,
Sozinhos , e com medo do futuro !

Mãe,toda sua vida foi dedicada a nós,os filhos,
Que vieram,cresceram e se foram.
Dois deles, antes do combinado !

Agora,mãe, sua vida se resume num único dia:
O Dia das Mães !
Embora para mim,sua presença seja constante:
Pelo menos espiritualmente !

O tempo passou lentamente,
16 anos são passados sem você,
Mas para nós ficou o exemplo e a lembrança :
Pois,para você ,não havia nada além de nós !

... E você nunca precisou perguntar,
Se eu gostava de você.
Hoje,minha resposta saiu em forma de lágrimas.

Agora tento culpar o mundo,
Mas o mundo,tal como está, mãe,
Parece não ter rumo...
Senão a solidão dos meus pés!

Sonhando, vislumbro tua companhia,
Num novo mundo:  Espiritual...
E podes ,de novo,acalentar-me !

Em vida, ultrapassastes os limites da calma, 
do amor,e do tempo,
Por isso,miro-me em ti,
Como num espelho!

E me pergunto :
 - Quem inventou a ternura desse nome ?
Que,embora tão nobre,
Hoje é apenas festa comercial...

Porém, importante é ser,ou ter a mãe,
E lembrar sempre dela...sempre !
 Ou ,pelo menos, neste dia.

Minha vida sem você,mãe,
ficou "nublada",sem graça ...
Hoje a minha alegria é triste.

Mãe,
Sua descrição não caberia em todas as letras de um livro,
Porém,se resume numa só palavra:
AMOR !
......................................
A.L.G.

Goiânia,GO ,14  de  maio de 2017 - Reedição

(Homenagem póstuma à minha mãe, Ana Herculana de Sales,que partiu para a Pátria Espiritual em 03/01/2001.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Dostoiévski Não Mora Mais Aqui !

Há alguns anos atrás,quando a Ana Luiza,minha filha,estava terminando o 2º grau, e nós não tínhamos internet em casa, e num período em que nem tínhamos telefone, ela se comunicava com um colega de escola, de nome Gustavo,através de cartas. Isto mesmo,embora morando na mesma cidade,ela se comunicava com o colega do colégio através de cartas sociais,que são mais baratas e ali ela podia expressar todas as suas idéias,conversas de jovens, etc, Eram cartas longas,de mais de três folhas...
Não sei se ela tinha intenção de namoro com o citado rapaz,mas o certo é que ele também escrevia cartas para ela. Ele é muito estudioso e acabou se formando em História.
 E isto fiquei sabendo porque aqui em casa não existem segredos quando se trata de envolvimentos com pessoas de fora. Nossa família "joga aberto". Conversamos e queremos, ainda,saber da vida um do outro.  Há lógico, a privacidade normal,nestes casos de namoro e amizade,mas,sendo ela menor de idade naquela ocasião,vigiávamos...
Nunca ninguém leu as cartas que ela recebia,a não ser ela mesma. Mas sabíamos da existência destas cartas.
O curioso nessas correspondências é que ela usava um pseudônimo diferente para "assinar" as Cartas. Em muitas destas ela usava o pseudonimo de "Anna Karenina", que para quem não sabe é o nome da personágem e do romance escrito pelo Russo León Tolstoi. 
 E o Gustavo, por sua vez,respondendo as cartas,usava o pseudônimo de Dostoievski. Ou melhor assinava as cartas que mandava para a Ana,minha filha, com o nome todo do outro Escritor Russo famoso, "Fiódor Dostoiévski"!
E tal comunicação entre eles era do nosso conhecimento,embora nós nem ficássemos preocupados com isso. Afinal eram jovens, amigos de escola e ele ,invariavelmente, vinha em nossa casa.
Uma vez a minha filha Ana Luiza ( Anna Karenina, nas cartas) pediu para eu colocar uma dessas cartas no correio.Para ser mais barato,ela  usava o sistema de Carta Social,que pagava uns R$ 0,5 (cinco centavos) acho.
 E levei a carta para pôr no correio,a pedido dela. O Destinatário,mais uma vez ,era o Fiódor Dostoiévski,(Gustavo,na verdade) cujo endereço na carta era de um  outro bairro de Goiânia,GO.
Até aí tudo bem,pois não era segredo para nós essa "comunicação" entre eles. E a utilização destes pseudônimos.
Na agência terceirizada do correio,onde eu sempre ia e "conhecia" mais ou menos a moça que lá  me atendia,tive o seguinte diálogo com ela :
-Quero mandar esta carta pelo "sistema" de Carta Social ! Ao que ela riu,pois o termo não era bem esse (sistema ?).
Mas atendeu-me bem e olhou bem a carta dos dois lados,o do remetente e do destinatário e viu que não tinha o CEP- Código de Endereçamento Postal.
 Enquanto ela foi verificar o código,numa lista no balcão,leu com atenção o nome da remetente : Ana Karenina e me perguntou :
 -"Esta Anna Karenina  é parente sua ?"
 -Sim respondi .  E virou a carta e leu atentamente o nome do  destinatário : Fiódor Dostoiévski. E olhando de novo para mim, disse:
- "Acho que já ouvi falar desta pessoa !" ! 
E perguntou :
-" Ele mora aqui em Goiânia?"
-Não, lhe respondi! Doistoiévski não mora mais aqui !  E ,continuei:
- Mas a carta vai para este endereço aí mesmo que você está vendo....
Claro que o Dostoiévski nunca morou aqui.Na resposta eu ligava a palavra "aqui" a esse nosso mundo,nosso universo da cidade de Goiânia,GO! Então dei a resposta com o que eu pensava na hora ,de repente....
Com o movimento todo no correio não dava para eu ficar conversando e contando a estória toda para ela...(Afinal, Dostoievsky já morreu há muito tempo) 
Ela riu,selou a carta eu paguei os cinco centavos da postagem e ela foi conversar baixinho com uma colega...Enquanto eu ia saindo da Agência do Correio...
Eu saí indignado dali. 
-Será que ela já havia lido algum romance do Dostoiévski ? 
-Por quê lembraria do nome?
 -E do León Tolstoi ? Será que ela já ouvira falar em seu romance "Anna Karenina" ?.. (o nome certo seria Anna Kariênina)
O tempo passou e a Ana aqui de casa já é maior de idade,continua amiga do Gustavo (o Dostoiévski  dessa estória verdadeira) e agora já está formada em Direito, o que é um orgulho para mim,que também me formei em Direito há mais de 30 anos. 
E o Gustavo,que ficou sendo amigo de todos,se formou em História e mora aqui em Goiânia mesmo.
Lembrei-me dessa estória de novo hoje, pois vi e ouvi um vídeo com imagens do filme,que conta esta história da Ana Karenina, tirado da obra do mesmo nome de autoria do Leon Tolstoi, nascido em 09 de setembro de 1828 ,e também porque havia no texto que li informações de que já há uma outra versão da história de "Anna Karenina",(filme lançado em 2012) do famoso romance épico que se passou na Rússia... 
Saliente-se que as obras de Dostoiévski também se transformaram em filmes famosos.
.................................................................................P.S. :
Leon Tolstoi é conhecido também por Leo Tolstoi e pelo nome original em russo Liev Tolstoi.
E quanto ao Dostoiévski verdadeiro, ele nasceu em 30 de outubro de 1821,em Moscou- Rússia teve um vida bem difícil e morreu em 28 de janeiro de 1881,com 60 anos de idade....A própria história de sua vida é muito forte, triste e sofrida . É de sua Autoria, outras obras-primas,tais como : "Crime e Castigo", "O Idiota", "Os Demônios", e  os "Irmãos Karamazov"... 
Suas obras sempre trazem  personagens de almas atormentadas,sofridas. Perseguidas no íntimo delas mesmas. 
Agora, quem quiser, pode ver  o filme "Ana Karenina" com a  atriz francesa Sofie Marceau e o ator  Alfredo Molina fazendo o papel do próprio Tolstoi. (filme de 1997). Aqui no YouTube mesmo tem este filme.
É muito bom o filme e baseado na vida do próprio escritor e de pessoas que conviveram com ele na fria Rússia do século XIX.
 Ou pode ver a mesma história em outro filme mais recente com atores como Keyra Knightley e Jude Law, que estreou no Brasil em fevereiro de 2013.(*)
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(*)Parte integrante de meu livro "O Amor tem Muitas Faces",publicado em 2016 pelo CLube de Autores www.clubedeautores.com.br


A.G. - 11 de maio de 2016-  Reedição