segunda-feira, 23 de maio de 2016

O VAI E VEM DA "CULTURA" ,NO GOVERNO DO TEMER !

Como todos sabem, o Vice-Presidente Michel Temer assumiu a Presidência do Brasil, embora de forma interina, no dia 12 de maio passado. E sua posse se deu no mesmo dia em que ocorreu a saída da Presidente Dilma, por força do ‘Impeachment”, cuja decisão inicial, para este afastamento por 180 dias, foi votada no Senado Federal no dia anterior, 11 de maio Os petistas e seus associados, inconformados, ficaram e ainda ficam falando, que foi um "golpe". Mas isto é discurso de inconformados, pois o Impeachment da Dilma foi feito de forma legal e de acordo com a Lei 1079 de 1950 e a Constituição Federal do Brasil, especificamente no que determinam os artigos 85 e 86 de nossa Carta Magna.
Ao assumir e dar posse aos seus Ministros, o Presidente interino Michel Temer, anunciou a diminuição dos Ministérios (eram 32) para apenas 22. E nesta ideia de diminuir o número de Ministérios, com a desculpa de “enxugar a máquina pública” (os políticos gostam de falar assim) um dos Ministérios suprimidos foi o Ministério da Cultura. Este faria parte do Ministério da Educação, mas apenas com o “status” de Secretaria. Ou seja, iria diminuir o número de funcionários, (muitos deles comissionados) mas, também a sua força, perante o cenário da política e dos investimentos públicos. 
E para tal na semana seguinte entre 15 e 20 de maio, já havia sido escolhido o Sr. Marcelo Carelo (um diplomata carioca) para esta “pasta”. Mas, ele seria apenas um Secretário especial da Cultura, ligado ao Ministério da Educação.
Obviamente que a “chiadeira” foi geral. Os beneficiários costumeiros das verbas públicas, em sua maioria cantores já famosos como Caetano Veloso, Chico Buarque, Daniela Mercury, Gilberto Gil, e outros, começaram uma “campanha” nas redes sociais pela volta do Ministério da Cultura. E estas manifestações foram para as ruas, encampadas por estudantes que são cooptados por professores e artistas; e contando ainda com os tais “mortadeleiros” (contratados da CUT, PT e MST) que se dizem “comunistas”, culminando em passeatas em algumas cidades brasileiras. Esta manifestação também se deu na “Virada Cultural”, em São Paulo nos dias 21 e 22 de maio.
Contudo, já na quinta-feira, dia 19, o Presidente Michel Temer voltou atrás de sua decisão, e prometeu “recriar” o Ministério da Cultura, tal como era antes, e deixou o mesmo Marcelo Carelo como Ministro desta pasta.
Contudo, esta sua atitude não “pegou bem", pois os seus aliados e mesmo parte da sociedade, viu neste retrocesso um sintoma de fraqueza de seu Governo interino, que nem completou um mês.
Junte-se a isto o fato de que esse Governo Temer herdou da Dilma um déficit de R$ 170 bilhões de reais nas nossas contas públicas. 
-E agora?  Como administrar um País endividado, com muitas obras paradas, rombos na Petrobrás, na Previdência Social, no BNDES, na Caixa Econômica, e em muitos outros segmentos da sociedade, se não há dinheiro, se a arrecadação dos impostos diminuiu ? 
-A crise econômica e social no Brasil é grave. Muitas empresas fecharam. Muitas demissões aconteceram .
 E ainda por cima, apesar de todas estas dificuldades, como fazer com tantas “aves de rapina” querendo dinheiro do Ministério da Cultura ? Este mesmo que foi extinto e recriado em pouco mais de 15 dias?
O pior de tudo isso é saber que o Ministério da Cultura nos Governos do Lula e da Dilma só serviam para alguns puxa-sacos de seus Governos. Alguns desses apaniguados são artistas, dito comunistas ou socialistas (pois nem mesmo eles sabem diferenciar comunismo de socialismo). 
E para beneficiar cantores como Luan Santana, (que pegou 4,5 milhões do Ministério da Cultura via Lei Rouanet); Cláudia Leite, (5 milhões); Letícia Sabatella (2,5 milhões). 
Ou para blogs de certos artistas ou puxa-sacos do Governo, como o da Maria Betânia (1,3 milhões) ou para uma peça de teatro que ninguém viu, de uma atual namorada do Chico Buarque de Holanda Dizem que ela pegou R$ 800.000,00. 
Até o Jô Soares se beneficiou desse dinheiro e do “esquema de beneficiar artistas”, para certas peças de teatro de gosto duvidoso.
E para espanto de todos, esse dinheiro do Ministério da Cultura ainda servia para pagar salários milionários para certos artistas que fazem “lobby” para certos candidatos. Ou certos cabos eleitorais comissionados em seus Estados, e que nada contribuem para a cultura desse nosso País.
O Ministério da Cultura dos Governos Lula e Dilma não serviram aos objetivos verdadeiramente culturais, como deveria ser de um Ministério desse porte. Deixou de financiar estudos e formação de professores em Universidades. Deixou de incentivar a cultura verdadeira: de publicação de livros, de pesquisas científicas, de bons filmes.
Esse Ministério da Cultura era, na verdade, uma porta de escoamento do dinheiro público para beneficiar certos privilegiados, pessoas que se aproveitaram para pegar dinheiro fácil, e que não teriam de devolver. É como se fosse um capital a fundo perdido. 
E digo eu: É perdido mesmo. 
E pregunto: que cultura há na música de um Luan Santana? E numa peça de teatro em que os atores pelados (homens e mulheres) ficavam cheirando a bunda um do outro? Esta também foi financiada pelo Ministério da Cultura !..
Acredito que o Ministério da Cultura deve ter um objetivo mais direto em suas participações daqui para frente. Tem de demitir grande parte dos apaniguados, comissionados e usar o capital público para obras de arte de verdade, para pesquisas. Isto após um critério técnico apurado. Não se pode distribuir o dinheiro de nossos impostos aleatoriamente, como se fez até agora. 
E o Presidente Temer tem que ser mais firme em suas decisões daqui para frente.... Pois, um governante que decide uma coisa num dia e no outro dia volta atrás, não tem a menor condição de se manter no poder....
Um governo desacreditado tem vida curta!


 Texto Original : Antônio Luiz Gomes  -Edição-Publicação : 23 de maio de 2016.