quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A DOCE VIDA - Uma das grandes obras de Frederico Fellini. Um Clássico dos Anos 60'

Este é,sem dúvida,um dos melhores filme de Federico Fellini,o mago italiano do cinema dos anos 50 a 90, e que deixou uma interessante obra cinematográfica para todos os apreciadores de bons filme e cinéfilos em geral. 
Diz um jornalista crítico de cinema que: "Federico Fellini fundiu as habilidades do palhaço e do mágico e as transferiu para o cinema..."
Filmes famosos como : " Roma"; " Os Boas Vidas"; "Amarcord";  "Casanova";  "Oito e Meio"; " E la Nave Va"; " A Voz da Lua",  ou " A Cidade das Mulheres", " A Entrevista"; " Estrada da Vida" , entre outros,nos prova que essa assertiva do crítico-jornalista estava mais que certa. 
O Cinema dos anos 50 a 90 do Século XX tem dois tempos : antes e depois de Fellini.
A história do filme "A Doce Vida" é,em resumo, mais ou menos  esta:
Na Roma dos anos 60,do século XX, um jornalista "bon vivant" e dado a fofocas, e de repente,se sentindo vazio intimamente,sonha escrever exatamente sobre a vida que conhece: as pessoa fúteis e vazias da vida social na Roma dos anos 60.
Foi com este filme que ele começou a mostrar seu estilo próprio,que ficou conhecido como " FELINIANO", surgindo dai este adjetivo  que  não existia até então nos Dicionários.
Em outros filmes,como Amacord e a Voz da Lua,seus personagens estão mais visíveis ainda. Ele gostava de mostrar as pessoas diferentes,feias,gordas e criaturas de seu imaginário pessoal,coisas que viu e ouviu na infância e juventude.
Fellini deixou para os futuros cineastas uma lição de como fazer cinema. 
Na mesma época de Fellini, outros grandes diretores de cinema ficaram famosos entre os anos de  1950 a 1990, do século passado. Diretores como: Roberto Rossellini , Luchino Visconti, Vitório de Sica, Ingmar Bergman , Francois Truffaut e Alfred Hitchcok,cada qual no seu estilo,claro !
No filme "A Doce Vida" , Fellini começou uma " parceria" com o famoso ator italiano Marcelo Mastroianni,com quem faria muitos outros filmes.
Neste filme ficou famosa a cena da atriz loura e sueca ,Anita Ekberg , tomando banho ao vivo (mas não a cores), na "Fontana de Trevi",uma das cenas mais famosas de toda a história do cinema. Infelizmente já faleceram o próprio Federico Fellini, o Ator Marcelo Mastroianni e mais recentemente a atriz Anita Ekberg.
Só a título de curiosidade: O ator Marcelo Mastroianni fez tantos filmes com a Sofia Loren,entre os anos 60 e 80 do século XX que muitos acharam que eles eram um casal. Mas foram mesmo apenas bons amigos, e,obviamente colegas na parceria de filmes famosos. 
 F. Fellini gostava de colocar em seus filme a sua esposa Gulietta Massina,como fez em "Noites de Cabiria".
Esta época era a época dos "cinema de autor" ,como se diz,onde o filme tinha rótulo : este é "um filme do Fellini", por exemplo . Isso,por si só anunciado na imprensa,era suficiente para levar grande  público ao filme, em todo mundo. 
Dava "ibope" para a pessoa dizer que  "Eu vi um filme do Fellini".
Essa época tínhamos mais filmes europeus no Brasil. Havia uma distribuição melhor destes filmes. E um público mais culto,por assim dizer. Ir no cinema era um acontecimento,tal como ir num teatro. Hoje há muitos cinemas nos Shoppings,mas,poucos filmes bons de verdade.
Atualmente as salas de cinema estão invadidas por filmes americanos,oriundos de Hollywood (USA). Você vê o filme uma vez e não quer ver mais. E depois eles te fazem ver outro, e outro e mais outro,com tanta propaganda que fazem na mídia em geral.Eles "massacram" nossa mente com as propagandas,pois cinema para eles é indústria,é lucro, é uma arte duvidosa...
Porém,cinema de verdade é como este, "A Doce Vida" de Fellini. Um filme,que nos faz pensar sobre o ser humano e sua existência na sociedade.
E o melhor,nos divertindo,pois esta é uma das finalidades do cinema.
E um filme é, antes de tudo,uma maneira bem própria de nos contar uma história,com sons,legendas e imagens.
 Além de  nos levar a pensar, a sonhar e a fugir da realidade.

Cinema também é arte e cultura,não se esqueçam !

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Compilação dos dados e texto original : Antônio Gomes - Edição : 24 de fevereiro de 2016.